Age-otori (japonês) - cortar o cabelo e ficar com aparência pior do que antes.
Sgriob (gaélico) - coceira no lábio superior pouco antes de tomar um gole de uísque.
L'esprit de l'escalier (francês): traduzido como "espírito de escada", é o ato de pensar em uma resposta inteligente quando é tarde demais para dizê-la.
Pochemuchka (russo) - pessoa que faz muita perguntas.
Tingo (língua da Ilha da Páscoa): pegar objetos emprestados de um vizinho até que não sobre nada na casa dele.
Mamihlapinatapai (Yaghan, da Terra do Fogo, Chile): um olhar entre duas pessoas que sugere um desejo não dito.
Gigil (filipino): a vontade forte de beliscar ou apertar algo que é incrivelmente fofo, como um gatinho ou garota bonita.
Waldeinsamkeit (alemão): o sentimento de estar só na floresta.
Vi AQUI, um recorte interessante com palavras bizarras de várias línguas.
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18 de dez. de 2012
1 de jul. de 2012
Caçando Trechos
Uma vez já coloquei AQUI um trecho de um livro de Haruki Murakami chamado Dance, Dance, Dance.
Agora estou lendo outro, Caçando Carneiros. Deveria ter feito o contrário, visto que a história deste se passa antes da do outro. E elas estão, sim, conectadas. Muito aliás. Mas agora não importa, o erro já está cometido.
Assim como com o outro livro, alguns trechos me chamaram muito a atenção (ainda chamam, pois não acabei de ler). São, geralmente, descrições. Feitas de um jeito que eu nunca pensaria mas que entendo perfeitamente. São, ao mesmo tempo, complexas e simples.
Dessa vez decidir colocar um punhado de trechos.
"Todo o mundo tem defeitos, é claro.
Mas no meu caso o maior defeito é que, com o passar dos anos, meu defeito fica cada vez maior. Como se eu estivesse criando uma galinha dentro de mim. A galinha bota ovos, os ovos transformam-se em novas galinhas, essas galinhas tornam a botar ovos. Será que um humano consegue continuar vivendo com tantos defeitos dentro de sim? Claro que consegue. E esse é o problema, no fim das contas."
"Alguém treinava escalas ao piano num lugar distante. Tocava como se descesse uma escada rolante que sobe."
(Falando sobre o gato de estimação) "Quando minha mulher o recolheu sob o banco do parque e o trouxe para casa, ele ainda era um jovem macho apresentável, mas a partir de meados da década dos 70 transformara-se numa bola de boliche posicionada no topo de uma ladeira, rapidamente rolando para a catástrofe. Além de tudo, nem sequer tinha nome. E eu não conseguia decidir se o fato de não ter nome era um fator agravante ou atenuante nessa tragédia."
E em algum lugar tinha uma comparação, se não me engano, entre a rede viária de uma cidade com a casca de um melão, mas não sei mais onde está.
Agora estou lendo outro, Caçando Carneiros. Deveria ter feito o contrário, visto que a história deste se passa antes da do outro. E elas estão, sim, conectadas. Muito aliás. Mas agora não importa, o erro já está cometido.
Assim como com o outro livro, alguns trechos me chamaram muito a atenção (ainda chamam, pois não acabei de ler). São, geralmente, descrições. Feitas de um jeito que eu nunca pensaria mas que entendo perfeitamente. São, ao mesmo tempo, complexas e simples.
Dessa vez decidir colocar um punhado de trechos.
"Todo o mundo tem defeitos, é claro.
Mas no meu caso o maior defeito é que, com o passar dos anos, meu defeito fica cada vez maior. Como se eu estivesse criando uma galinha dentro de mim. A galinha bota ovos, os ovos transformam-se em novas galinhas, essas galinhas tornam a botar ovos. Será que um humano consegue continuar vivendo com tantos defeitos dentro de sim? Claro que consegue. E esse é o problema, no fim das contas."
"Alguém treinava escalas ao piano num lugar distante. Tocava como se descesse uma escada rolante que sobe."
(Falando sobre o gato de estimação) "Quando minha mulher o recolheu sob o banco do parque e o trouxe para casa, ele ainda era um jovem macho apresentável, mas a partir de meados da década dos 70 transformara-se numa bola de boliche posicionada no topo de uma ladeira, rapidamente rolando para a catástrofe. Além de tudo, nem sequer tinha nome. E eu não conseguia decidir se o fato de não ter nome era um fator agravante ou atenuante nessa tragédia."
E em algum lugar tinha uma comparação, se não me engano, entre a rede viária de uma cidade com a casca de um melão, mas não sei mais onde está.
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