Google+ Mundo Tetris: hormônios
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30 de nov. de 2009

Como funciona um abraço?

Sabe quando aquele amigo vem, te abraça e você se sente melhor?
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Isso tem uma explicação científica. Pesquisadores em várias partes do mundo, há muito tempo, estudam a influência que esses pequenos atos do dia-a-dia têm na saúde mental e física.

Na Escola de Saúde Pública de Harvard descobriram que homens idosos com muitos amigos tem uma concentração de interleucina-6, uma substância considerada fator de risco para doenças cardiovasculares, bem menos em comparação com aqueles velhinhos que preferem jogar paciência sozinhos.

Um bom relacionamento ajuda a regular o stress crônico, diminuindo o risco de sofrer de doenças cardíacas em até 5 vezes! Isso porque, para nosso cérebro, o isolamento é uma fonte de stress. Dessa forma, o sistema nervoso simpático (que controla a resposta ao stress) fica hiperativo, levando à formação de placas nas artérias.

Um jeito muito simples, fácil e barato de resolver esse problema está ao alcance de todos nós: carinho! E dizem que carinho de mãe não cura nada! O tipo de toque característico do bom e velho carinho faz com que o hipotálamo diminua os níveis de hormônio do stress, a noradrenalina (neurotransmissor responsável pelo sistema de vigília e alerta) também diminui, fazendo todo o corpo - inclusive o cérebro - relaxar. E isso faz com que a atrofia do neurônios aconteça num ritmo bem menor.

E o abraço lá do começo? Ele facilita a formação de vínculos sociais através da aproximação dos participantes do abraço, em parte graças ao aumento da liberação de ocitocina. Além disso, esse hormônio tem efeito tranquilizante no cérebro, reduzindo a ansiedade, o nível de alerta, os medos, aumentando a confiança e o bem-estar por causa do estímulo ao sistema de recompensa.

Então, já abraçou seus amigos hoje?
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Texto baseado em matéria de Suzana Herculano-Houzel veiculada na Edição Especial N° 21 da revista Mente & Cérebro.
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